26.12.07
29.11.07
21.11.07
Serenidade...
20.11.07
Impressões...
Senti tudo menos o que sentia antes.
19.11.07
Relance...
16.11.07
Á procura da resposta [ou do momento]!
Respiração forte e calma – diria até, decidida – bem perto do meu ouvido…
Ternura vinda de um abraço gélido, um arrepio passageiro que faz perder a pouca força que ainda reside nas minhas pernas.
Sem força para levantar o rosto…
Sem alegria para mostrar a verdadeira face…
Sem coragem para lutar contra o inevitável…
Ali fiquei.
Aquele abraço tornou-se sufocante, cada vez era mais e mais apertado, até que deixei de conseguir respirar.
Lá ao longe ainda consegui escutar algumas palavras: “Não sentirás mais dor, vou levar-te comigo!” na profundeza da pouca consciência que me restava e sem hesitar parti com o desconhecido!
O que será que realmente acontece na “hora da morte”?
O que se sentirá?
No momento em que se passa da vida para a morte, no momento em que se perde a consciência definitivamente, qual será a sensação?
Um dia, talvez…
Quem o sabe não o diz!
Hmm... como queria...
Queria viver no mundo encanto dos príncipes e das princesas, dos sonhos cor-de-rosa, dos sorrisos puros das crianças.
Queria não sentir este aperto no coração e a vontade de sucumbir.
Queria desaparecer, sair, fugir, ir para o mundo da ilusão e deixar esta realidade torturante….
13.11.07
Acordar contigo...#1
É sempre bom ouvirmos um "bom dia" carinhoso!!!
Obrigada!
5.11.07
Dizer Adeus...
25.10.07
Exíguo devaneio...
Um olhar perdido de uma criança e a vontade de ter o que é proíbido!
Saudade, talvez...
21.9.07
17.9.07
Sem pensar...
Incapacidade de dizer a verdade...
Resolver assuntos "em cima do joelho" e "empurrar os problemas com a barriga".
No final o que resta é a raiva e a impaciência...
E, como é obvio a morte!
14.9.07
Para S.
http://www.youtube.com/watch?v=q7fxN3g5sLw
Já que um dia tiveste medo.. :)
12.9.07
Se tu viesses ver-me hoje à tardinha,
A essa hora dos mágicos cansaços,
Quando a noite de manso se avizinha,
E me prendesses toda nos teus braços...
Quando me lembra: esse sabor que tinha
A tua boca... o eco dos teus passos...
O teu riso de fonte... os teus abraços...
Os teus beijos... a tua mão na minha...
Se tu viesses quando, linda e louca,
Traça as linhas dulcíssimas dum beijo
E é de seda vermelha e canta e ri
E é como um cravo ao sol a minha boca...
Quando os olhos se me cerram de desejo...
E os meus braços se estendem para ti...
Florbela Espanca
4.9.07
Quanto custa a liberdade?

24.8.07
O regresso do passado!
Volto a lembrar-me de quem nunca esqueci... de alguém que durante anos recalquei e ignorei a sua presença notável no meu coração... mas para mim era e é a solução!
"Não sei por que você disse adeus
Guardei o beijo que você me deu
Vou pedir aos céus você aqui comigo
Vou jogar no mar flores pra te encontrar"
[Eu sei - Papas da Língua]
9.8.07
À descoberta de um novo Portugal?!
Entretanto os tempos mudaram, as mulheres deixaram de ser consideradas serventes de seus maridos, e começaram a ser reconhecidas como parte importante e integrante na sociedade. Começaram a fazer escolhas, começaram a namorar sem o mínimo de preconceito dos olhos que as observavam pela janela do sótão – bem, ninguém repara no mirone que as observa! Aos poucos e poucos aprenderam que a liberdade é de ouro, e não se troca por nada!
Segundo a Organização das Nações Unidas (ONU), um dos 12 direitos da mulher, é o direito à igualdade e a estar livre de todas as formas de discriminação. Com estas mudanças, as mulheres começaram a ter mais liberdade e começou-se a proclamar por direitos iguais.
Infelizmente se olharmos para a nossa sociedade, no nosso quotidiano; a mulher continua a ser discriminada a vários níveis. Se não, vejamos: Porque que é que uma mulher operária a fazer o mesmo trabalho de um homem continua a ganhar menos? Porque é que uma mulher não pode ser padre? Porque é que hoje em dia as poucas mulheres que trabalham “nas obras” são por vezes injuriadas? Será que não deveriam ser glorificadas? Porque será que as mulheres são sempre consideradas “o sexo fraco”?
Além disso, vamos reparar na maior parte das mulheres que actualmente estão casadas, têm filhos pequenos e trabalham “fora”. Vamo-nos concentrar na maioria dos casos. Estas mulheres conseguem trabalhar o dobro dos homens! Pois, além de terem o seu trabalho como os homens, chegam a casa e ainda têm uma “lida de casa” para executar! Desde fazer o jantar, tomar conta dos filhos, limpar a casa, tratar da roupa, lavar louça, até minar o marido!!! E enquanto isso, o que é que homem faz? Ficar em frente á televisão a ver o seu jogo de futebol?! Não nos podemos esquecer que ela esteve a trabalhar durante todo o dia como ele e que provavelmente também está cansada!!! “ […] os homens, aqueles que se confortaram e confortam num regime de opressão silenciosa do feminino, não só são os verdadeiros parvos da história, como não sabem o que perdem. Porque não valorizam as mulheres, porque não sabem dar o colo aos filhos, porque não gostam de limpar o pó, porque não trocam receitas. Nós, homens, somos mesmo parvos.”
19.7.07
E na minha alma madrugou.
Tenho razão, tenho esperança
Tenho o que nunca me bastou.
Bem sei. Tudo isto é um sorriso.
Que é nem sequer sorriso meu.
Mas para meu não o preciso.
Basta-me ser de quem mo deu.
Breve momento em que um olhar
Sorriu ao certo para mim…
És a memória de um lugar,
Onde já fui feliz assim.
[Fernando Pessoa]
9.7.07
Aproxima-se a hora…
A lágrima teima em cair e tu teimas em esconde-la.
Eu vejo a tristeza no teu olhar, sei quando acabaste de chorar, sei que mesmo em silêncio, quieto no teu canto, está triste, destroçado. Sei que não queres falar com ninguém. Mostrar fraqueza? Nem pensar!
Sei muito bem o que sentes, sei porque não queres falar… sim… claro que sei!
É difícil, saber que tudo corre mal, e que o erro é somente nosso. Saber que a vida muda a cada segundo que paramos para pestanejar e nos perguntamos por onde recomeçar. É difícil admitir que o único que está errado nesta vida somos nós, que a razão na maioria das vezes não está do nosso lado, que o mal de todos ao problemas pelos quais estamos rodeados é simplesmente nosso… é difícil apercebermo-nos que no fundo a culpa é simplesmente nossa porque teimamos em afirmar que estamos certos, mas sabemos o erro que cometemos. O quão difícil pode ser dizer o quanto nos odiamos e detestamos, a personagem em que por vezes nos tornamos, tão desprezível!
Compreendo… esconde essa lágrima que teima em cair…
Aprendeste a chorar sem suspirar para que não pudesse ouvir, aprendeste a mudar a forma como as lágrimas caiem só para esconderes os olhos vermelhos, cheios de água após teres chorado. Ninguém te pode ver chorar, é a tua fraqueza! Sei-o bem… Escondes-te nas profundezas do teu quarto de cara debruçada na almofada que tudo entende e que nada denuncia. Aprendeste a chorar enquanto dormes para que ninguém repare, para que ninguém te pergunte o que se passa.
Como te entendo… bem demais – provavelmente.
O café de sempre e… o pequeno pacote de açúcar
5.7.07
Cansaço...
19.6.07
Cair do pedestal? Nem pensar!
15.6.07
MEDO
(ê), s. m. (lat. metu).
Sentimento de inquietação, resultante da ideia de um perigo real ou aparente: não se deve meter medo às crianças.
Receio: ter medo do futuro. Pop.
Fantasma, alma do outro mundo: no bosque aparece um medo. Loc. adv.
Pois é... eu também tenho medo. Principalmente de pessoas mentirosas, crueis, falsas, que nos fazem acreditar nelas enquanto mentem. Não de dizer o que sinto, nunca tive esse medo - talvez infelizmente.
Simplesmente... há razões que a razão desconhece.
Célere devaneio:
Pessoas que não têm a mínima consciência do que dizem e a quem dizem para mim não me interessa se são doutores ou lá que mer… de estudos têm. São indivíduos acéfalos, convencidos, boçais, obtusos, untuosos, ignorantes, até mesmo burros e vis.
14.6.07
Diamante estranho
O aperto no coração, o arrepio gélido, a vontade de desistir, a tristeza…Tudo num simples momento…
Um dia, disseste que não podemos desistir de lutar. Como é que posso continuar a lutar se não me restam forças?
1.6.07
Dia Mundial da Criança!

28.5.07
Lentamente sucumbindo
“O Corpo Humano como nunca o viu…”

A exposição "O Corpo Humano como nunca o viu…" depois de ter passado por cidades como Nova Iorque, Washington, Amesterdão, São Paulo, Londres, Miami, Seattle, Las Vegas e Durham, chegou finalmente a Lisboa, onde vai permanecer até Setembro. Encontra-se de portas abertas ao público de todas as idades, de Domingo a Quarta-feira entre as 10 e as 20 horas e de Quinta-feira a Sábado entre as 10 e as 23 horas, no Palácio dos Condes do Restelo. Com o intuito de consciencializar todas as pessoas sobre o seu corpo de forma a o respeitarem, podendo potenciar a adopção de estilos de vida mais saudáveis e uma melhoria da sua qualidade de vida e claro com fins pedagógicos e sociais.
Francisco José de Castro e Sousa (Presidente da Comissão Cientifica Nacional) afirma que "esta exposição exibe corpos humanos reais com um elevado rigor científico e total dignidade, permitindo revelar a complexidade e a beleza intrínsecas a todos nós. Enquanto cirurgião, acompanhando todos os dias casos de doenças que são consequência de comportamentos pouco saudáveis."
VI Encontro Internacional de Poetas
www.uc.pt/poetas
Tempo livre
Poesia do mundo ³ Nuno Júdice
Traduzido por Richard Zenith
Numa tarde de domingo, em Central Park, ou
numa tarde de domingo, em Hyde Park, ou
numa tarde de domingo, no jardim do Luxemburgo, ou
num parque qualquer numa tarde de domingo
que até pode ser o parque Eduardo VII,
deitas-te na relva com o corpo enrolado
como se fosses uma colher metida no guardanapo.
A tarde limpa os beiços com esse
guardanapo de flores, que é o teu vestido
de domingo, e deixa-te nua sob o sol frio
do Inverno de uma cidade que pode ser
Nova Iorque, Londres, Paris, ou outra qualquer,
como Lisboa. As árvores olham para outro sítio,
com os pássaros distraídos com o sol
que está naquela tarde por engano. E tu,
com os dedos presos na relva húmida, vês
o teu vestido voar, como um guardanapo,
por entre as nuvens brancas de uma tarde
de Inverno.
18.5.07
Os heróis de sempre…
15.5.07
A vontade esparsa...
11.5.07
8.5.07
OLÁ!
2.5.07
Sim, é verdade!
24.4.07
Horóscopo das Flores
16.4.07
O "comum dos mortais"
13.4.07
Sem palavras…
Quem disse que mentir é mau? Para muitos é bom, é a salvação! O meio para escapar á dura realidade, para enfrentar os medos, para torturar os que os adoram, para enganar os que os amam…
Incapacidade de olhar nos olhos e dizer: “Detesto-te!”.
O olhar...

“Se queres ver meus sentimentos olha nos meus olhos, eles reflectem o meu coração.”
Serão sempre companheiros....
11.4.07
7.4.07
2.4.07
Dia Internacional do livro infantil

Hoje comemora-se o Dia Internacional do livro infantil, assim como os 202 anos do famoso escritor de histórias infantis Hans Christian Andersen.
Por isso, crianças de todo o mundo (e pais, tios, avós, conhecidos....) vão a uma biblioteca próxima ou a uma livraria escolham uma história infantil que gostem e leiam. Podem também representar, ou pedir ao mano(a) para ler.
Já agora, não o façam só neste dia. Cada livro conta uma história, uma vida, uma frase ou uma palavra que está sempre relacionada com a vida de cada um de nós.
24.3.07
O tempo há tanto desejado…
Por uns dias vou deixar para trás o que adoro e detesto, levando também algo que detesto e adoro. Pensando bem… nada vai mudar… as pessoas vão ser as mesmas, só a cidade irá ter novas ruas, luzes desconhecidas, e a monotonia da rotina diária irá desaparecer a cada passo… por pouco tempo, infelizmente, algo irá mudar. Será um tempo necessário (acho…) afinal todos nós precisamos de espaço, de tempo, de reflectir sobre o que nos apavora, de fazer planos para o futuro, de ansiar a realização dos pequenos sonhos e fantasias. A vida é curta de mais e quando nos apercebemos disso já vivemos de mais e não conseguimos fazer o que desejamos, por isso prefiro viver os momentos bons com um sorriso nos lábios e os menos bons com uma lágrima no canto do olho. Prefiro dizer adoro-te ou odeio-te quando o sinto e sei que esse sentimento é verdadeiro por muito cruel que seja para quem o ouve.
Espero ansiosamente pelo momento da partida…
Uma declaração é sempre uma declaração:
17.3.07
O desespero bate a todas as portas!
- Quando eu morrer quero ser enterrada com um enxame de porquinhos-da-índia.
- Vou começar a fazer criação. Está bem?
Atenção: esta conversa, por incrível que pareça, vem a propósito da aula.
Esperança
“A pessoa certa de certeza que vai chegar! Só acho que mereces muito melhor!”
“Se mostrares fraqueza é pior!”
“Só as verdades ferem!”
Desejos mórbidos!
- Depois íamos fazer o quê com o olho? Nem dava para fazer uma sopa!
- Jogávamos ao berlinde!
12.3.07
Sensação estranha...
9.3.07
F.C. – Falta de Civismo
Sei que não sou uma menina certinha, que tenho os meus momentos de loucura, as típicas “barracas” de sempre… mas… acho que todos temos esses momentos.
Para ti... simplesmente por existires.
Por tudo, obrigada por seres como és…
Por tudo, desculpa por ser como sou…
De quem sempre esteve, está, e estará contigo (mesmo que não queiras) e que te adora mais que tudo: a tua manita.
Juramento de Bandeira

23.2.07
“Grandes cafés Grandes momentos”

À sua roda cruzam-se os destinos do mundo, traçam-se guerras, firmam-se amores, desencadeiam-se paixões. Mas quando tudo se acalma, é a serenidade da pausa do café que nos dá força ao quotidiano.
Fiel e presente como um amigo de longa data, o café faz com que a nossa existência não seja uma caminhada monótona para se tornar num prazer repetido. Tanto na subtileza apurada do seu aroma como na experiência diária do seu sabor.
Fraternalmente constante, ele retrata a alegria em que a vida vale a pena pelos prazeres que nos dá.
Vamos, pois, tomar café.”
15.2.07
Novas experiências...
7.2.07
Sem dó nem piedade, mesmo á bruta!
Desculpem a sinceridade, e a falta de sensibilidade… mas as verdades são para serem ditas.
Pensamento do dia:
Recebida por sms:
- Embebedei-me para te esquecer… mas agora vejo-te a dobrar;
- Vou escrever algo profundo: “subsolo”;
- Se a montanha vem a ti… foge porque é desmoronamento;
- Existem duas palavras que abrem muitas portas…puxe e empurre;
- Antes estava indeciso…agora não sei;
- Já te disse 100milhões de vezes que não sou exagerado;
- Se recebeste esta mensagem foi porque ta enviei!”
Dahhh…
Sem palavras.
Filosofias em torno de um cesto de fruta
Afinal era simplesmente um cesto com fruta…
Aproximação do dia dos namorados
No meio das pessoas que passeavam por lá, estavam duas raparigas que se deparam com a beleza de uma das muitas montras. Depois de alguns minutos a observar pequenas lembranças, uma vira-se para a outra e diz:
- Olha, que giro!!! Um porta-chaves, assim dou-lhe a vaca e fico com o vaco!!!
- […] O vaco?!?
5.2.07
Para alguém especial…
Muito tempo passou mas ainda não me esqueci…
PARABÉNS!!!
Sempre serás recordado…
26.1.07
Que saudade!!!
Traição
Segundo esta civilização considerada “primitiva”, os condenados por adultério ou estupro eram crivados de flechas ou empalados, depois de expostos em público, nus, de cabeça raspada e presos a um poste. Até esta civilização considerada “primitiva” tinha a noção do que era e é mais repugnante e com os seus rituais, costumes, leis, normas, faziam tudo para que a justiça se propagasse, para que estas pessoas sem escrúpulos fossem punidas.
Afinal, as sociedades ditas “primitivas” por vezes são mais “civilizadas”, mais cruéis… mas mais justas.
Os animais na TV
Hmmm.....
Agora, hoje, por detrás daquele cortinado não existe ninguém… só as recordações… os bons momentos… os sorrisos… os olhares… o perfume…
Existe um espaço vazio que evade o coração… aquele espaço que um dia esteve preenchido… agora… não está mais…
Tudo desapareceu…
Não existe mais o olhar cintilante de uma criança perdida, não existe mais o brilho no olhar, tudo morreu. Tudo morreu com a chegada do Inverno, das chuvas e do frio, até o plátano do jardim se sentiu com a tua partida.
20.1.07
Pergunta
O que resta? O pequeno candeeiro aceso, as folhas espalhadas, a tristeza deixada pela frustração, o desalento.
Chega a hora de desistir ou de enfrentar a manada de búfalos que se aproxima a alta velocidade? O que preferes?
Virar as costas e fugir? Acobardares-te perante os problemas?
Ficar no mesmo sítio bem quieta como se não fosse nada contigo, tentar passar despercebida pela multidão a rezar para que passem ao lado e continues viva e livre da manada em fúria?
Ou viras-te de frente para a manada, encaras a manada e pensas que a consegues derrubar de um só golpe mesmo que saias ferida desta luta?
O que fazes?
Como enfrentas os problemas que se deparam na tua vida?
As portas e janelas que se fecham as hipóteses que se alteram, os gostos as tentações, os sentimentos que modificam.
Como reages com o medo?
Medo? Que medo? De quê? Qual é o teu maior medo? De não te conheceres a ti mesma? A solidão que parece que te persegue? A morte? O olhar dos outros que criticam? As palavras dos vizinhos? A dor de perder?
O que faz com que o teu barco continue a flutuar ao de cima das ondas, o que faz com que ele não naufrague? O que o leva a continuar o seu rumo? Qual o seu destino? Porque é que o veleiro continua a lutar contra as tempestades, mesmo quando se depara como que pensa ser o fim? Porque continuas a chorar pelo passado? Porque continuas a sonhar como futuro impossível?
Enfim…
Tantas perguntas, tantas respostas diferentes se poderiam dar… quais estariam certas e quais estariam erradas?
Sonhos...
Os sonhos por vezes são inimigos da razão. Por vezes nem existe uma razão… ou uma lógica (como diriam os matemáticos). Um sonho é algo que quando passa a ser real faz com que nos sintamos bem. Sim, na teoria… porque na prática isso nem sempre acontece, ou melhor raramente acontece.
Seria bom que todos os sonhos se realizassem. Já nem sei se seria de facto algo que me agradasse de verdade.
Só queria três palavras e obti um gesto e nem uma única palavra. Distante… muito distante… longe…
Só ao longe… se consegue ouvir a coruja na noite estrelada a cantar. A raposa. Essa, já desistiu de uivar. Resta a acalmia da aldeia em silêncio… o som das teclas do computador que se vão alternando lentamente. E de repente o silêncio é apoderado pelo barulho de dois gatos que se agridem pela posse de uma fêmea. Foi sempre assim… será sempre assim… afinal segundo o que ouço desde pequena “Janeiro é o mês dos gatos” até estes são menos cruéis…
Nada mais...
O coração bate apressado há tanto para fazer, tanto para viver…
E a única coisa que me apetece realmente fazer é deixar-me cair lentamente, como que fosse uma pena, como se fosse um pássaro no seu primeiro voo. Dou agora conta que uma maldita lágrima escore pela minha face.
Preferia que tudo fosse diferente, preferia que o tempo pudesse voltar a trás, mas sei que é impossível.
Sou eu que sou complicada? Ou este mundo é mesmo assim e eu não o quero ver?
Ser forte… não adianta.
Ela era sonhadora, ele realista… ela acreditava e confiava nele… num momento… em pequenos minutos que se passaram… tudo mudou. O que poderia ser o início de algo foi o fim de tudo. Sim, ela sabia-o mas não sabia o porquê. Sim, ela sentiu que era o fim mas não quis acreditar. Os seus olhos encheram-se de água mas não chorou… não queria, não podia…
O sentimento do não ter evade o coração, agora resta o ódio, a mágoa, o porquê sem explicação. Para quê sonhar? Para quê confiar? Para quê acreditar? Porque é que não se escolhe a pessoa de quem se gosta? Tudo era bem mais fácil.
11.1.07
The end...
Pára de tentar mudar as pessoas que te rodeiam, esquece as pessoas que te fazem sofrer.
Chora, chora… liberta-te dos pensamentos negativos que te evadem. Tens o meu ombro sempre que precisares. Tens o meu colo e o meu abraço forte. Só precisas de pedir.
Não dês falsas esperanças, não mintas sobre a realidade, não iludas a pessoa que te adora, não faças com que ande uma hora no mundo da lua e uma eternidade no inferno de Marte.
Diz a verdade, só a verdade; não digas o que os outros querem ouvir, diz o que sentes verdadeiramente, não mintas.
A verdade a tanto escondida está cada vez mais perto dos meus olhos mas não a quero ver.
9.1.07
4.1.07
Vinte anos passaram...
Não sabe nem se lembra, se era de manhã ou de tarde, Inverno ou Verão, que horas batiam na torre ou que dia marcava no calendário – isso também pouco importa. Só se lembra que naquele dia não percebeu onde estava e o porquê. Recorda-se de um corredor que parecia não ter fim, aquela pequena estrada de mosaico vermelho encadeado… aquele espaço reservado às cadeiras de rodas em chão anti-derrapante preto… era enorme!!! Naquele tempo não percebeu, não teria capacidade para perceber o que faria em tal lugar e que lugar era àquele, mas hoje percebeu.
Uma recordação, uma imagem, o que queiram chamar…
Aquele corredor que a acolheu quando nasceu, aquele mesmo corredor que a amparou quando derramou lágrimas ao ir de encontro aos braços da sua mãe, e agora… continua a ser aquele corredor que ela pisa com firmeza e a certeza do que quer. Aquele chão em que todos pisão, aquele chão que a levou onde queria.
Afinal não era nada de importante… era simplesmente o corredor de um hospital que á vinte anos continua igual. Ela é que cresceu.