6.3.08

29.2.08

Momentos, tem dias...

Momentos em que nem o sol clareia o dia, nem o vento empurra as nuvens... tudo nos persegue e a vontade de deixar de existir torna-se uma hipótese mais vincada. O que impede? Nada. Simplesmente, até para isso existe a falta de coragem...

Se a morte me levasse talvez no mundo alguém sorrisse…

19.2.08

Quando quiseres mudar algo lembra-te de começares por ti...

Quero tudo! Sou demasiado idealista… provavelmente tenho que concordar e assumir que vejo o mundo a preto e branco e esqueço-me das áreas cinzentas que são imensas…

Quero que as pessoas mudem, simplesmente porque têm um defeito… quero tudo “à minha maneira” e sei que não é possível, sei que me tenho que adaptar-me ao mundo e não o mundo a mim, tenho que me adaptar às pessoas porque todas têm defeitos – eu também os tenho – não são elas que têm que mudar… sou eu!!!

5.2.08

Antropologia..

Fico admirada!!!
Agora os antropólogos têm que estudar carcaças de caracois e como se isso não bastasse ainda estudam mais um osso do corpo humano, designado por "umbro"... para não falar de terem que estudar pedras em vez de ossos!!!!
Por favor!!!
Fazer o levantamento numa escavação não é apanharem tudo o que veem!!!
além de inventarem nome interessantes... e que tal estudar anatomia do corpo humano, pelo menos umas noções básicas!

Parabéns!!!

Mais um aninho!!!

23.1.08

A metáfora da genealogia

As palavras proferidas no momento certo, fazem com que uma lágrima cave uma ligeira estrada na minha face…
“Existe um ramo da minha árvore genealógica que anda muito distante, cada vez mais!”
Eu volto, prometo.
Todos temos a necessidade de voltar às nossas raízes e como consequência ao passado.
Eu irei voltar e abraçar-te com força, se tiver a coragem dizer-te ao ouvido o quanto gosto de ti.

9.1.08

Visão nocturna...

O breu serrado, nem o luar conseguía abrir meus olhos, perante algo que não quero ver, nem o sol iluminava meu sorriso, o escuro apoderou-se de todo o meu ser... da minha alma, de meu coração, deixei de ter o brilho no olhar e a esperança deixou de permanecer dentro de mim.
Tudo é bem mais difícil e doloroso do que o que pensava...

26.12.07

21.11.07

Nem sempre é!!!

"Aprender com os erros cometidos. Não esquecer. Parece fácil."

Serenidade...

O breu apodera-se do dia longo… aquele escuro que se apodera de meu corpo e meu coração. Esse frio gélido que já não me arrepia, pelo contrario dá acalmia ao meu coração, á minha alma. Agora vejo que já não tenho mais medo de ti, tu caminhas a meu lado… vem junto de mim acompanhando todos os meus passos – tu acompanhas-me Morte. Morte que tanto apavoras os sonhadores e ambiciosos, para mim és uma amiga leal, que está sempre comigo.

20.11.07

Impressões...

Sempre quis realizar meus sonhos, ter-te ao pé de mim, abraçar-te forte e poder te ouvir... Menos hoje. Hoje o tremor que se apoderou das minhas pernas não foi igual como das outras vezes que te via. Foi um tremor de agonia, de orgulho, de náusea, de tristeza deplorante, não sei dizer ao certo o que senti…
Senti tudo menos o que sentia antes.

19.11.07

Relance...

Ele olhou-a de um jeito que só se olha quem se ama, andou até ela de forma inconfundível, de quem vai ao encontro da sua amada, beijou-a, de uma forma demorada para sentir o seu perfume e o toque da sua pele nos seus lábios por mais tempo, ela não ligou e virou costas… ele agarrou delicadamente no braço dela, puxando-a para si, com um toque suave na sua face fez com que ela lhe olhasse nos olhos, acariciou-a delicadamente enquanto tirava um cabelo que pousara no seu decote… e por fim tudo o que era um sonho passou a ser um pesadelo e a triste realidade.

16.11.07

Á procura da resposta [ou do momento]!

Busto negro na sombra da noite escura, quem será?
Respiração forte e calma – diria até, decidida – bem perto do meu ouvido…
Ternura vinda de um abraço gélido, um arrepio passageiro que faz perder a pouca força que ainda reside nas minhas pernas.
Sem força para levantar o rosto…
Sem alegria para mostrar a verdadeira face…
Sem coragem para lutar contra o inevitável…
Ali fiquei.
Aquele abraço tornou-se sufocante, cada vez era mais e mais apertado, até que deixei de conseguir respirar.
Lá ao longe ainda consegui escutar algumas palavras: “Não sentirás mais dor, vou levar-te comigo!” na profundeza da pouca consciência que me restava e sem hesitar parti com o desconhecido!

O que será que realmente acontece na “hora da morte”?
O que se sentirá?
No momento em que se passa da vida para a morte, no momento em que se perde a consciência definitivamente, qual será a sensação?

Um dia, talvez…

Quem o sabe não o diz!

Hmm... como queria...

Queria que tudo fosse diferente…
Queria viver no mundo encanto dos príncipes e das princesas, dos sonhos cor-de-rosa, dos sorrisos puros das crianças.
Queria não sentir este aperto no coração e a vontade de sucumbir.
Queria desaparecer, sair, fugir, ir para o mundo da ilusão e deixar esta realidade torturante….

13.11.07

Acordar contigo...#1

Mesmo quando se acorda de mau humor e tudo começa mal pela manhã...

É sempre bom ouvirmos um "bom dia" carinhoso!!!

Obrigada!

5.11.07

Dizer Adeus...

Num dia frio do mês de Dezembro disse "adeus" e "fica bem" mas esqueci-me do mais importante... de te dizer que ía ficar à tua espera e de te pedir para voltares...

25.10.07

Exíguo devaneio...

Passos distantes, ao longe na pequena clareira....
Um olhar perdido de uma criança e a vontade de ter o que é proíbido!
Saudade, talvez...

18.10.07


– Então, e hoje?
– O quê?
– Nada.


Sempre nada, será sempre nada a tua resposta, insípida nas lágrimas escondidas de alguém que sofre sem se lamentar...

21.9.07

Acordar contigo...

O acto mais que improvável...

Da Weasel - Mundos Mudos
[http://www.youtube.com/watch?v=bwmM91cDbKk]

17.9.07

Sem pensar...

Desalento, tortura... tristeza que apela á compaixão....
Incapacidade de dizer a verdade...
Resolver assuntos "em cima do joelho" e "empurrar os problemas com a barriga".
No final o que resta é a raiva e a impaciência...
E, como é obvio a morte!

14.9.07

Para S.

Kiss - I was made for loving you

http://www.youtube.com/watch?v=q7fxN3g5sLw

Já que um dia tiveste medo.. :)

...


"Uma imagem vale mais que mil palavras"

12.9.07

Se tu viesses ver-me...

Se tu viesses ver-me hoje à tardinha,
A essa hora dos mágicos cansaços,
Quando a noite de manso se avizinha,
E me prendesses toda nos teus braços...

Quando me lembra: esse sabor que tinha
A tua boca... o eco dos teus passos...
O teu riso de fonte... os teus abraços...
Os teus beijos... a tua mão na minha...

Se tu viesses quando, linda e louca,
Traça as linhas dulcíssimas dum beijo
E é de seda vermelha e canta e ri

E é como um cravo ao sol a minha boca...
Quando os olhos se me cerram de desejo...
E os meus braços se estendem para ti...

Florbela Espanca

4.9.07

Quanto custa a liberdade?

"Enquanto história, a sua nem era das piores. Antes dela, uma rapariga tinha-me contado, a chorar, que a sua melhor amiga, obrigada a ceder às pressões de carácter sexual por parte de um superior no aquartelamento onde se encontrava, se tinha apresentado no quarto dele com uma granada de mão escondida debaixo da blusa. No momento mais oportuno despoletou-a, fazendo-se explodir juntamente com o seu perseguidor."

[Raffaele Masto, Feven Abreha Tekle. 2006. Livre! Odisseia de uma mulher em fuga.]

24.8.07

O regresso do passado!

Passado voltaste para o meu presente, com garras afiadas!
Volto a lembrar-me de quem nunca esqueci... de alguém que durante anos recalquei e ignorei a sua presença notável no meu coração... mas para mim era e é a solução!


"Não sei por que você disse adeus
Guardei o beijo que você me deu
Vou pedir aos céus você aqui comigo
Vou jogar no mar flores pra te encontrar"

[Eu sei - Papas da Língua]

9.8.07

À descoberta de um novo Portugal?!

http://jn.sapo.pt/2007/07/18/pais/o_resgate_feminino.html

Se recuarmos uns 45 anos, deparamo-nos com injustiças, principalmente a nível dos direitos da mulher, que hoje em dia, praticamente nos passam despercebidos. As mulheres, eram tratadas como “escravas”, ficavam em casa: a fiar, em frente ao borralho a fazer o almoço, não tinham vontade própria. Tratadas como trapos velhos, eram essas as mulheres daquele tempo, que não tinham qualquer poder de escolha: nem a nível profissional, nem a nível pessoal – não maior parte das vezes eram obrigadas a casar com quem não queriam, por vezes suportavam traições – e tinham que estar sempre caladas, tinham que suportar o silêncio incomodo que pairava pelo ar… estavam privadas de tudo: de ir à escola, do direito ao voto, de lutar por seus direitos, eram seres manipulados pelos pais e/ou maridos. A mulher era caracterizada pela ausência total de direitos. Só para relembrar os mais esquecidos: se procurarmos nos manuais de leitura de 1932, encontraremos uma frase muito típica: “Na família, o chefe é o pai; na escola, o chefe é o mestre; na igreja, o chefe é o padre; na Nação, o chefe é o governo.”; existem factos bem mais laicos, como o simples dobrar dos sinos, quando eram mulheres que morriam estes dobravam menos vezes.
Entretanto os tempos mudaram, as mulheres deixaram de ser consideradas serventes de seus maridos, e começaram a ser reconhecidas como parte importante e integrante na sociedade. Começaram a fazer escolhas, começaram a namorar sem o mínimo de preconceito dos olhos que as observavam pela janela do sótão – bem, ninguém repara no mirone que as observa! Aos poucos e poucos aprenderam que a liberdade é de ouro, e não se troca por nada!
Segundo a Organização das Nações Unidas (ONU), um dos 12 direitos da mulher, é o direito à igualdade e a estar livre de todas as formas de discriminação. Com estas mudanças, as mulheres começaram a ter mais liberdade e começou-se a proclamar por direitos iguais.
Infelizmente se olharmos para a nossa sociedade, no nosso quotidiano; a mulher continua a ser discriminada a vários níveis. Se não, vejamos: Porque que é que uma mulher operária a fazer o mesmo trabalho de um homem continua a ganhar menos? Porque é que uma mulher não pode ser padre? Porque é que hoje em dia as poucas mulheres que trabalham “nas obras” são por vezes injuriadas? Será que não deveriam ser glorificadas? Porque será que as mulheres são sempre consideradas “o sexo fraco”?
Além disso, vamos reparar na maior parte das mulheres que actualmente estão casadas, têm filhos pequenos e trabalham “fora”. Vamo-nos concentrar na maioria dos casos. Estas mulheres conseguem trabalhar o dobro dos homens! Pois, além de terem o seu trabalho como os homens, chegam a casa e ainda têm uma “lida de casa” para executar! Desde fazer o jantar, tomar conta dos filhos, limpar a casa, tratar da roupa, lavar louça, até minar o marido!!! E enquanto isso, o que é que homem faz? Ficar em frente á televisão a ver o seu jogo de futebol?! Não nos podemos esquecer que ela esteve a trabalhar durante todo o dia como ele e que provavelmente também está cansada!!! “ […] os homens, aqueles que se confortaram e confortam num regime de opressão silenciosa do feminino, não só são os verdadeiros parvos da história, como não sabem o que perdem. Porque não valorizam as mulheres, porque não sabem dar o colo aos filhos, porque não gostam de limpar o pó, porque não trocam receitas. Nós, homens, somos mesmo parvos.”
Omne ignotum pro magnifico.

Tudo que se não conhece (é tido) por magnífico.

19.7.07

Resta-nos a questão: quem pretende, ou acredita, ser perfeito?

[Santos, 1999/2000]