
Principalmente quando se sabe que os prazos não se vão alterar como por milagre!
E os livros e artigos ainda demoram um tempinho a ler...
Queria que as coisas se fizessem sozinhas! É pedir muito?!
É, eu sei que sim. Se queremos algo temos que lutar!
Reparem lá: dois pezitos lindos e maravilhosos (ou não – pouco interessa) com a sapatilha igual e para não destoar a meiita também tinha que ser da mesma cor...
Para além disso...
Eu sei que tenho um pezinho que parece de bebé - talvez seja mais parecido com uma pata de dinossauro - de qualquer forma, não o deixo roubar porque ainda dá jeito para caminhar, para manter o equilíbrio e por aí fora...
Se quiserem levar o pezinho têm obrigatoriamente de levar o corpo todo!!!
Depois da menina estar à espera do senhor instrutor cerca de 20 minutos. Já as perninhas tremiam e o coração a batia a cem à hora – para não falar das dorezinhas características na barriguinha e do formigueiro nos pezitos – já estava a entrar em depressão e a desesperar – essa é a verdade!
E, apesar das frases de confiança e de conforto que os meus meninos e meninas me deram na véspera e mesmo no próprio dia, já só queria enfiar-me num buraco gigantesco que fosse parar à China – não é um dos meus países preferidos (até porque não entendo nada de chinês), desde que saísse dali estava tudo bem. Finalmente, o senhor instrutor chegou e levou a menina até às masmorras, onde a menina linda passou na porcaria do exame!!!
Obrigado por terem confiado em mim – mais do que eu confiei. Agradeço em especial à menina que disse que ia rezar por mim e ao R. por acreditar que eu lhe enviaria uma mensagem a dizer que ele era um espectáculo (ainda não foi desta).

Quem é que nunca cometeu uma loucura?
Quem é que nunca mentiu por pena?
Quem é que nunca pecou?
Há razões que a razão desconhece.
Quem nunca disse que estava num lugar e estava noutro?
Quem é que para não ferir alguém disse que estava tudo óptimo e sorriu?
Afinal todos erramos, todos pecamos.
E, em regra todos nós já cometemos um loucura por amor… quem nunca mentiu ao papy e à mamy que estava em casa de um(a) amigo(a) e estava com o seu (sua) amado(a), quem é que nunca disse que estava na escola a realizar um trabalho de grupo e na verdade estava a namorar… quem é que nunca disse este tipo de “mentiras inocentes”?
Então? Para quê dizer que não mentimos ou que não erramos?Existem dias em que acordamos enjoados, mal-humorados e outros em que acordamos “felizes e contentes”, também existem dias em que acordamos mais sensíveis…
De facto, existe algo na minha futura profissão (ou actual) que me causa alguma impressão/sensibilidade, mesmo nos dias em que nada faz com que a menina desça dos saltos.
Muitas pessoas perguntam-me como é que sou capaz de trabalhar com ossos humanos. Bem, é fácil de responder: para além de ser uma questão de hábito, quando estamos a trabalhar não estamos a pensar que aqueles restos ósseos um dia foram uma pessoa como nós. E, de facto isso não me causa impressão ou qualquer tipo de “repulsa”.
No entanto, no campo, quando tenho que escavar e levantar uma criança… isso, sim! Já me causa alguma impressão ou sensibilidade ou lá o que queiram chamar – porque eu, não encontro uma palavra certa para designar o sentimento que me percorre as veias. De facto, não consigo ficar indiferente a um esqueleto de uma criança… as ideias começam a fluir aglomeradas a diversas imagens… mesmo que, interiorize que é só um esqueleto existe sempre algo que me faz arrepiar … talvez, por ser simplesmente uma criança, inocente e cheia de vida que morreu cedo demais.
Digamos que se torna mais complicado quando nos deparamos com um esqueleto de uma criança (teria uns 5-6 anos quando morreu) e, que por alguma razão lhe foram cortadas ambas as pernas. Existe sempre possíveis justificações: poderia ser o vestígio de uma cirurgia, um acidente, um ritual (mas era só aquela criança que apresentava um corte longitudinal em ambas as pernas: afectando a tíbia e o perónio). Porque teriam cortado as pernas a uma criança com apenas 5-6 anos? Ou seria um procedimento de enterramento? Foi uma criança que, provavelmente, ainda chegou a correr livre pelos campos, a brincar com as pequenas coisas, a dar as suas gargalhadas e gritos, a abraçar as pequenas coisas boas da vida com todo o seu coração e amor… que morreu antes do tempo… ou… quem sabe… no tempo certo.
Alguém que sabia deste facto resolveu perguntar à criança (que é a minha alegria!):
- O que é que a tua gatinha têm?
A criança como é espontânea e sincera (como a madrinha) respondeu:
- Tem pulgas!
Ninguém pode censurar as crianças elas são verdadeiras… de facto a pobre da pipoca andava a ser desparasitada…
Ai! Que até as pernas me tremem!!! Lol
Ora vejamos:
Vou avisar logo de início para não se passarem com isto…
Quem já me conhece não vai achar que é nada de novo nem de fora do “meu normal” – não sou muito o que se considera “normal”, vá (mas isso é outra história). Passando ao que interessa…
Não sei… se calhar naquele dia estava fora de mim – mais do que o costume (o que é muito difícil de imaginar…). Devia era ter andado a tomar umas “cenas meio maradas”… a questão é: como é que aceitei subir ao altar e já em Setembro? O pior são os saltos altos!!! Vocês (Isa, Pedro, Vânia, Inês…) já me conhecem há uns anitos, têm a certeza que me querem ver de saltos a subir pelo altar??? Ai minha nossa!!! Vou-me espalhar toda, vou tropeçar e ficar estendida no chão feita um mamute passado por um cilindro (diga-se de passagem que esta analogia não poderia estar pior…)!!! Meus amores têm a certeza que querem que eu me espalhe no meio da passadeira vermelha que estará estendida até ao altar e que, como é óbvio, alguém – vocês sabem quem – que irá estar lá em cima se parta a rir?!? É que com isto tudo existem sérias probabilidades do casamento ficar anulado porque o padre pode-se recusar a realizar um casamento nestas condições. Sinceramente se eu fosse padre, após esta balbúrdia, ou colocava toda a gente para fora ou fugia para muito longe – acho que escolheria a segunda hipótese.
Peço imensa desculpa mas mesmo com essa possibilidade e muitas outras – talvez até mais drásticas – eu aceitei, voltaria a aceitar e vou!!! Tenho muita pena mas vão ter que gramar esta “especialista em barracas”…:)
É que está em jogo a felicidade de duas pessoas especiais!!!
Hoje, quando cheguei com as malas a casa, deparei-me com algo estranho. Faltava uma peça importante na sala… hum…
Depois de arrumar as tralhas todas, resolvi ir até à sala ver TV, como faço todos os dias de manhã (sou um bocado desocupada, é verdade…)! Quando olhei com olhos de ver e já sem estar ensonada e atordoada com a viagem – não é que tenha sido muito tempo de viagem mas tive que me levantar muito cedo (6h00 da manhã!!!). Olhei para o local onde deveria estar a TV… ups… desapareceu!!!
Fiquei amuada e só me apetecia gritar e barafustar com a minha colega de casa!!!
Oh… lá vou eu ter que sobreviver sem os meus desenhos animados (tipo ovelha choné…lol) que me dão os bons dias e colocam um sorriso nos meus lábios logo pela manhã. Vá, sejam sinceros! Todos nós gostamos de ver desenhos animados! Não ponham a culpa nas crianças lá de casa (sobrinhos, afilhados, primos, irmãos…)!!! Pronto, eu confesso… prefiro ver desenhos animados do que qualquer telejornal pela manhã… são gostos!!!
Bem, deixei-me de lamúrias, peguei nas tralhas e lá fui eu ver se trabalhava. Sim, estamos em Agosto, mês das tão esperadas e maravilhosas férias mas há quem trabalhe!!!
Quando regressei a casa, triste como o dia (visto que hoje o sol resolveu dar lugar a uma espécie de chuva – é que nem chover em condições chove!), lá fui eu fazer o almoço… e quando passei pela sala… espreitei e... iupi!!! A TV estava lá!!!! Fiquei tão feliz!!!! Já posso ver os meus desenhos animados!!!! ihihihih…
Desculpem lá, isto é um bocado degradante. Eu já devia ter juizinho. Azar! Todos temos um bocado de criança dentro de nós! Por muito escondido que esteja, está lá – se procurarem vão encontrar! E não quero perder esse meu bocado. Sou muito egoísta: não o empresto nem dou a minguem, nem que me paguem muito bem!!! J Até me podem oferecer o príncipe encantado (com todos os requisitos, num cavalo branco e com um ramo de rosas vermelhasJ) eu não troco!!!
Pensando melhor… hum… não sei… pronto… iria de facto ficar indecisa… mas… Não trocava!!!
Momentos em que nem o sol clareia o dia, nem o vento empurra as nuvens... tudo nos persegue e a vontade de deixar de existir torna-se uma hipótese mais vincada. O que impede? Nada. Simplesmente, até para isso existe a falta de coragem...
Se a morte me levasse talvez no mundo alguém sorrisse…
Quero que as pessoas mudem, simplesmente porque têm um defeito… quero tudo “à minha maneira” e sei que não é possível, sei que me tenho que adaptar-me ao mundo e não o mundo a mim, tenho que me adaptar às pessoas porque todas têm defeitos – eu também os tenho – não são elas que têm que mudar… sou eu!!!