– Quero ir à casa de banho.
– E se não houver casa de banho?
– Se não houver casa de banho, peço o livro de reclamações… Se não há casa de banho muito menos livro de reclamações!!!
14.11.06
10.11.06
9.11.06
Decidi
Já há algum tempo decidi pedir a alguém que lê-se aquilo que escrevia. Essa pessoa, com toda a sua paciência, leu…
Depois disso questionou-me: “porque é que não fazes um blog?”. Encolhi os ombros e respondi: “não sei…”.
Mas… essa ideia ficou no meu inconsciente, até que enfim decidi. Por isso agora agradeço-te. Obrigada “betty-boop”.
Depois disso questionou-me: “porque é que não fazes um blog?”. Encolhi os ombros e respondi: “não sei…”.
Mas… essa ideia ficou no meu inconsciente, até que enfim decidi. Por isso agora agradeço-te. Obrigada “betty-boop”.
6.11.06
Sempre comigo estarás
Avisto a tua face ao longe… és sempre igual…
Um vulto negro que persegue quem te teme. Um inimigo para quem sonha, um amigo para que já não tem nada a perder.
Uma voz chama por mim… muito baixinho, mal consigo ouvir, não consigo saber o que diz mas sei que se dirige ao meu ser. Cada vez está mais próxima, mais e mais. Quando dou conta de que posso alcançar aquela voz, ela cala-se. No silêncio da noite deixo-a de ouvir… o que se passou? Não chama mais por mim. Porque parou agora que a estava a alcançar? Nem aquela voz, que me parecia tão perto, está comigo… nem aquele sonho, que poderia ser realizável, hoje está comigo, sinto-me só, mas isso não me angustia como das outras vezes pelo contrário me dá acalmia, paz à minha alma, harmonia ao meu coração. Sei que estás sempre comigo, sei que um dia vou estar contigo e isso acalma meu coração pois sei que quando isso acontecer estarei em paz com o mundo e já não haverá mais sofrimento, não haverá mais nada. Será simplesmente o fim. O fim e pronto. Só tu podes estar comigo neste momento e para sempre, só tu Morte.
Um vulto negro que persegue quem te teme. Um inimigo para quem sonha, um amigo para que já não tem nada a perder.
Uma voz chama por mim… muito baixinho, mal consigo ouvir, não consigo saber o que diz mas sei que se dirige ao meu ser. Cada vez está mais próxima, mais e mais. Quando dou conta de que posso alcançar aquela voz, ela cala-se. No silêncio da noite deixo-a de ouvir… o que se passou? Não chama mais por mim. Porque parou agora que a estava a alcançar? Nem aquela voz, que me parecia tão perto, está comigo… nem aquele sonho, que poderia ser realizável, hoje está comigo, sinto-me só, mas isso não me angustia como das outras vezes pelo contrário me dá acalmia, paz à minha alma, harmonia ao meu coração. Sei que estás sempre comigo, sei que um dia vou estar contigo e isso acalma meu coração pois sei que quando isso acontecer estarei em paz com o mundo e já não haverá mais sofrimento, não haverá mais nada. Será simplesmente o fim. O fim e pronto. Só tu podes estar comigo neste momento e para sempre, só tu Morte.
30.10.06
Duas “bolhinhas cor-de-rosa”
Quando regressava a Coimbra, enquanto percorria a estrada dentro de um autocarro atolado de caras desconhecidas, deparei-me com uma conversa entre duas raparigas que me irritou profundamente. Até que, no meio daquele conversa, uma delas resolve dizer o seguinte:
– “Tenho que ter boa média. Fogo!!! Mas é preciso ter boas notas!”
Entre outras frases deste género, deparei-me com o “tipo” de pessoas a que costumo designar por “bolhinhas cor-de-rosa”. Falaram durante uma hora sem parar, simplesmente treta, num tom que se ouvia em todo o autocarro e com um “sotaque” de quem sabe sempre tudo, tão bem ou melhor do que os outros.
Não sou dona da verdade nem nada que se pareça com isso, gosto de fugir á regra de vez em quando e também faço muitas figuras tristes em frente á multidão. Mas tudo o que é de mais é moléstia. E aquele “tipo” de conversa já me vinha a irritar, mas sei que neste mundo ainda me vou ter que deparar com muitas “bolhinhas cor-de-rosa”.
– “Tenho que ter boa média. Fogo!!! Mas é preciso ter boas notas!”
Entre outras frases deste género, deparei-me com o “tipo” de pessoas a que costumo designar por “bolhinhas cor-de-rosa”. Falaram durante uma hora sem parar, simplesmente treta, num tom que se ouvia em todo o autocarro e com um “sotaque” de quem sabe sempre tudo, tão bem ou melhor do que os outros.
Não sou dona da verdade nem nada que se pareça com isso, gosto de fugir á regra de vez em quando e também faço muitas figuras tristes em frente á multidão. Mas tudo o que é de mais é moléstia. E aquele “tipo” de conversa já me vinha a irritar, mas sei que neste mundo ainda me vou ter que deparar com muitas “bolhinhas cor-de-rosa”.
28.10.06
Um encontro inesperado
Ao recordar novas pessoas, caras há muito esquecidas. Muitos sonhos, imagens de muitos momentos aparecem como diapositivos em frente aos meus olhos.
Parece mentira, mas é difícil esquecer aquilo que nos marcou, mesmo que naquele instante não tenha tido qualquer tipo de valor para nós. Existe sempre uma nostalgia no ar, uma espécie de saudade, de voltar a trás e pensar se as coisas tivessem sido diferentes o que teria acontecido. Agora ainda estaria contigo? Não sei, é difícil de saber qual será o futuro se tivéssemos dado um passo diferente do que demos.
Sinceramente, agora, pensando bem, não me arrependo nem um bocadinho.
Ontem ao olhar-te bem nos olhos, não senti nada. Por muito que tentasse perceber o teu olhar fixo no meu, não consegui sentir nada, nem receio, nem paixão, nem ódio. Nada, simplesmente nada, não senti nada. O passado já foi…
Por incrível que pareça o teu olhar fixo no meu, não me fez vibrar, não me incomodou minimamente, não me fez sentir diferente, simplesmente fez-me ter a certeza de que na altura certa tomei a melhor decisão, não era capaz de te ter ao pé de mim, não confio em ti. Nunca confiei.
Parece mentira, mas é difícil esquecer aquilo que nos marcou, mesmo que naquele instante não tenha tido qualquer tipo de valor para nós. Existe sempre uma nostalgia no ar, uma espécie de saudade, de voltar a trás e pensar se as coisas tivessem sido diferentes o que teria acontecido. Agora ainda estaria contigo? Não sei, é difícil de saber qual será o futuro se tivéssemos dado um passo diferente do que demos.
Sinceramente, agora, pensando bem, não me arrependo nem um bocadinho.
Ontem ao olhar-te bem nos olhos, não senti nada. Por muito que tentasse perceber o teu olhar fixo no meu, não consegui sentir nada, nem receio, nem paixão, nem ódio. Nada, simplesmente nada, não senti nada. O passado já foi…
Por incrível que pareça o teu olhar fixo no meu, não me fez vibrar, não me incomodou minimamente, não me fez sentir diferente, simplesmente fez-me ter a certeza de que na altura certa tomei a melhor decisão, não era capaz de te ter ao pé de mim, não confio em ti. Nunca confiei.
26.10.06
...
Sempre quis realizar meus sonhos, ter-te ao pé de mim, abraçar-te forte e poder ouvir as tuas palavras sábias. Menos hoje. Hoje o tremor que se apoderou das minhas pernas não foi igual como das outras vezes que te via. Foi um tremor de agonia, de orgulho, de náusea, de tristeza deplorante, não sei dizer ao certo o que senti… senti tudo menos o que sentia antes.
25.10.06
Multidão
Mais uma vez… A multidão é vasta de mais, não existe companhia… serão sempre, apenas desconhecidos… esses corpos mortos pelo chão, esses risos pelo ar, essa multidão. Será sempre desconhecida para mim.
24.10.06
20.10.06
13.10.06
Sonho Negro… flutuando nas cinzas

O breu apodera-se do dia longo… aquele escuro que se apodera de meu corpo e meu coração. Esse frio gélido que já não me arrepia, pelo contrario dá acalmia ao meu coração, á minha alma. Agora vejo que já não tenho mais medo de ti, tu caminhas a meu lado… vem junto de mim acompanhando todos os meus passos – tu acompanhas-me Morte. Morte que tanto apavoras os sonhadores e ambiciosos, para mim és uma amiga leal, que está sempre comigo.
No cimo de um abismo, pode-se recordar um sonho à muito esperado… duas pessoas com um sonho… que só a morte o pode realizar…. Sonhos escuros… sonhos mórbidos, mas nem estes deixam de o ser.
Uma criança que despenha-se de um abismo, cai lentamente, muito lentamente, consegue-se ver o vento forte a bater-lhe na cara, a força da inércia e do peso, a gravidade que a desloca pelos rochedos a uma velocidade estonteante, mas que para nós será sempre lenta a queda…
Vai caindo, caindo… até que o seu corpo embate contra rochedos espinhosos, que já mais se viram ou imaginaram.
O vento pára de soprar, seu som já não se ouve, agora são os corvos que se apoderam de toda a monotonia auditiva… e nem um único grito de algum ser humano se despenhou durante o longo tempo que o corpo vivo levou a cair nem no embate se ouvi um – “ai!”.
Durante poucos segundos, tanto aconteceu… àquela criança… seu cérebro ficou dividido, deixou de sentir qualquer tipo de dor. Seu olho foi empurrado por um dos vértices de uma rocha até ao occipital, explodindo com a pressão. Uma das estacas perfurou-lhe o coração, deixando de existir qualquer tipo de sentimento. Outra escarpa fina perfura-lhe a caixa torácica ferindo os pulmões – como se fosse um balão de ar quente (“afundou”) – deixou de se sentir o tom leve da brisa de seu respirar. Duas pequenas pedras esparsas e espinhosas moeram as vísceras que restaram. Suas pernas ficaram como que pregadas a estalagmites que emergiam do chão, a direita pelo fémur, a esquerda no meio da tíbia e do perónio, poder-se-ia ver a água que emergia de dentro do osso, sua elasticidade não lhe bastou para não se esmagar contra tais pedras mortais.
Sua mão direita, junto ao peito, na qual sempre permaneceu um pequeno terço dourado; na sua mão esquerda, cerrada junto à boca, encontrou-se toda a sua raiva (de quem desvaneceu por ter amado de mais).
Ao seu lado na cabeceira encontrava-se um busto, parecia uma mulher, vestia uma burca negra e trazia um tridente consigo, não tinha rosto nem pés, mas movia-se pelas sombras da escuridão existente no fundo do abismo…
Acompanhei toda a queda, todo o sentimento insuportável que pairava no seu coração e na sua mente e não senti nada…
Nem pena, nem compaixão, nem dor, nem alegria, nada… o vazio foi o que se implantou no meu coração e na minha mente.
Este foi o final da criança não amada e incompreendida.
(Por favor ame todas as crianças, com toda a sua alma e coração, elas são puras e notáveis.)
No cimo de um abismo, pode-se recordar um sonho à muito esperado… duas pessoas com um sonho… que só a morte o pode realizar…. Sonhos escuros… sonhos mórbidos, mas nem estes deixam de o ser.
Uma criança que despenha-se de um abismo, cai lentamente, muito lentamente, consegue-se ver o vento forte a bater-lhe na cara, a força da inércia e do peso, a gravidade que a desloca pelos rochedos a uma velocidade estonteante, mas que para nós será sempre lenta a queda…
Vai caindo, caindo… até que o seu corpo embate contra rochedos espinhosos, que já mais se viram ou imaginaram.
O vento pára de soprar, seu som já não se ouve, agora são os corvos que se apoderam de toda a monotonia auditiva… e nem um único grito de algum ser humano se despenhou durante o longo tempo que o corpo vivo levou a cair nem no embate se ouvi um – “ai!”.
Durante poucos segundos, tanto aconteceu… àquela criança… seu cérebro ficou dividido, deixou de sentir qualquer tipo de dor. Seu olho foi empurrado por um dos vértices de uma rocha até ao occipital, explodindo com a pressão. Uma das estacas perfurou-lhe o coração, deixando de existir qualquer tipo de sentimento. Outra escarpa fina perfura-lhe a caixa torácica ferindo os pulmões – como se fosse um balão de ar quente (“afundou”) – deixou de se sentir o tom leve da brisa de seu respirar. Duas pequenas pedras esparsas e espinhosas moeram as vísceras que restaram. Suas pernas ficaram como que pregadas a estalagmites que emergiam do chão, a direita pelo fémur, a esquerda no meio da tíbia e do perónio, poder-se-ia ver a água que emergia de dentro do osso, sua elasticidade não lhe bastou para não se esmagar contra tais pedras mortais.
Sua mão direita, junto ao peito, na qual sempre permaneceu um pequeno terço dourado; na sua mão esquerda, cerrada junto à boca, encontrou-se toda a sua raiva (de quem desvaneceu por ter amado de mais).
Ao seu lado na cabeceira encontrava-se um busto, parecia uma mulher, vestia uma burca negra e trazia um tridente consigo, não tinha rosto nem pés, mas movia-se pelas sombras da escuridão existente no fundo do abismo…
Acompanhei toda a queda, todo o sentimento insuportável que pairava no seu coração e na sua mente e não senti nada…
Nem pena, nem compaixão, nem dor, nem alegria, nada… o vazio foi o que se implantou no meu coração e na minha mente.
Este foi o final da criança não amada e incompreendida.
(Por favor ame todas as crianças, com toda a sua alma e coração, elas são puras e notáveis.)
13.8.06
FOGO
São quatro horas e treze minutos da madrugada do dia treze de Agosto de dois mil e seis, e o desespero começa a apoderar-se dos corações mais frágeis…
Numa noite calma de Agosto, ao se debruçar no beiral da janela do seu quarto, começou a sentir uma brisa de leve nos seus cabelos soltos. Voltou para a cama pensando que esta noite iria ser calma… mas depois do seu primeiro sonho, na alvorada da madrugada, ouviu-se o som trémulo do espanta espíritos colocado naquela janela. Pensando que nada estava perdido e que a natureza sabia o que fazia, voltou a esticar o seu corpo cansado e ensonado nos lençóis ainda quentes. Mal conseguiu fechar os olhos e ouviu ao longe o ressoar da sino da capela da aldeia (como sempre soube, aquele sino quando tocava era porque algo de alarmante acontecera) levantou-se, sobressaltada juntamente com seus pais e esperou pelo veredicto, era o que receava… o fogo… o inferno… o clarão que se avizinhava por detrás dos montes em direcção à pequena aldeia onde sempre viveu.
No auge da situação escutou-se palavras insípidas, olhares distantes, olhares que por muito que escondam derramam um pouco de água salgada. Impotentes – muitos pensam – traidores, assassinos, loucos, humanos incompreensíveis e desalmados.
Sem poder fazer nada, sentiu-se perdida, rendida ás evidencias e aos factos, e não conseguiu suster aquela lágrima que teimava em cair. Preocupada, a percorrer a casa descalça de um lado para o outro, só conseguia pensar no sonho que tinha tido e na palavra que lhe aflorava no cérebro em chamas: IMPOTENTES.
Impotentes perante o fogo
Impotentes perante a vida
Impotentes perante a morte
Impotentes perante a lei do mais forte.
Impotentes parecem
Impotentes esquecem
Impotentes serão
Impotentes perante a multidão.
Isto foi o que lhe saiu enquanto deambulava sem saber que fazer, isto foi o que lhe permaneceu no pensamento…
Com o amanhecer vieram as noticias, não eram animadoras, tinha que estar preparada para o esperar… nunca o tinha visto, nunca o tinha combatido nunca o queria ver, nunca gostara dele…
Mas o bom filho ao pai torna, se ele veio de cá, também vem para cá.
Por muito que lhe custasse não queria ver a aldeia onde nasceu esmorecer, desaparecer sob as cinzas dolorosas, sob o cheiro das almas penosas, sob o pavor da pena e sofrimento, sob o horror que o fogo deixa por onde passa.
Numa noite calma de Agosto, ao se debruçar no beiral da janela do seu quarto, começou a sentir uma brisa de leve nos seus cabelos soltos. Voltou para a cama pensando que esta noite iria ser calma… mas depois do seu primeiro sonho, na alvorada da madrugada, ouviu-se o som trémulo do espanta espíritos colocado naquela janela. Pensando que nada estava perdido e que a natureza sabia o que fazia, voltou a esticar o seu corpo cansado e ensonado nos lençóis ainda quentes. Mal conseguiu fechar os olhos e ouviu ao longe o ressoar da sino da capela da aldeia (como sempre soube, aquele sino quando tocava era porque algo de alarmante acontecera) levantou-se, sobressaltada juntamente com seus pais e esperou pelo veredicto, era o que receava… o fogo… o inferno… o clarão que se avizinhava por detrás dos montes em direcção à pequena aldeia onde sempre viveu.
No auge da situação escutou-se palavras insípidas, olhares distantes, olhares que por muito que escondam derramam um pouco de água salgada. Impotentes – muitos pensam – traidores, assassinos, loucos, humanos incompreensíveis e desalmados.
Sem poder fazer nada, sentiu-se perdida, rendida ás evidencias e aos factos, e não conseguiu suster aquela lágrima que teimava em cair. Preocupada, a percorrer a casa descalça de um lado para o outro, só conseguia pensar no sonho que tinha tido e na palavra que lhe aflorava no cérebro em chamas: IMPOTENTES.
Impotentes perante o fogo
Impotentes perante a vida
Impotentes perante a morte
Impotentes perante a lei do mais forte.
Impotentes parecem
Impotentes esquecem
Impotentes serão
Impotentes perante a multidão.
Isto foi o que lhe saiu enquanto deambulava sem saber que fazer, isto foi o que lhe permaneceu no pensamento…
Com o amanhecer vieram as noticias, não eram animadoras, tinha que estar preparada para o esperar… nunca o tinha visto, nunca o tinha combatido nunca o queria ver, nunca gostara dele…
Mas o bom filho ao pai torna, se ele veio de cá, também vem para cá.
Por muito que lhe custasse não queria ver a aldeia onde nasceu esmorecer, desaparecer sob as cinzas dolorosas, sob o cheiro das almas penosas, sob o pavor da pena e sofrimento, sob o horror que o fogo deixa por onde passa.
3.8.06
Respiro fundo
No alto da montanha, por mais escondido que esteja, existe sempre um raio de sol magnífico, que aquece os corações mal amados. É fácil falar, é fácil dizer para pensar positivo quando está tudo perdido. Difícil é aguentar, uma resposta cheia de sarcasmo, sinceridade, machismo, se calhar. Algo repugnante… nunca pensei… por mais sonhos que tivesse, por mais alegria que no meu coração existisse, por mais que te adorasse, nunca pensei ouvir o que tu disseste.
Tudo passa… e isso também passará, a raiva, o ódio, até mesmo o amor passa, e o meu sentimento passará, o problema – que pode não o ser – é se o que sinto por ti se transforma em algo penoso e doloroso… grave. Não para mim.
Tudo passa… e isso também passará, a raiva, o ódio, até mesmo o amor passa, e o meu sentimento passará, o problema – que pode não o ser – é se o que sinto por ti se transforma em algo penoso e doloroso… grave. Não para mim.
20.7.06
Jardim botânico
Vê-se pessoas que passam por acaso, estudantes cansados que resolvem descansar um pouco depois um exame cansativo, grupos de amigos que riem e apreciam a natureza, namorados por todo o lado a aproveitarem aquele espaço de liberdade e natureza para dizerem palavras loucas um ou outro. E lá no fundo por de trás das arvores vê-se um busto… um rapaz simples que está sozinho, pensativo, sentado na beira do muro á procura de uma resposta, um concelho, uma luz, algo que lhe diga o que há-de fazer… algo que resolva os seus problemas…Pois é, ninguém vem ao botânico sozinho, para ouvir os pássaros a cantar e respirar um pouco de ar puro, sem ter um grande porquê a rodear essa desculpa.
Não é ser perspicaz, é saber olhar para quem se gosta. Saber apreciar os gestos e tentar ler os pensamentos. E foi isso que fiz, mais nada. Não consigo deixar de ter cuidados especiais quando se trata de pessoas especiais. Sei que não fizeste nada para ser especial, mas por isso mesmo é que és especial…
Fico feliz por saber que aprecias a natureza, a paz que ela transmite a luz que transparece, fico feliz por te ver no botânico, mesmo sendo por motivos menos bons, ainda bem que escolheste o botânico.
19.7.06
Coisas típicas de homens que detesto…
Chego a odiar e a malquerer certas pessoas de quem gosto ou que mal conheço por estes tipos de actos, fico possessa, se não ficasse mal na minha pequena reputação e se a sociedade não critica-se uma falta de educação eu era capaz de tratar mal a pessoa que cometeu tais atitudes repugnáveis.
Odeio.
Odeio quando não baixam a tampa da sanita, odeio quando saem da casa de banho sem lavar as mãos.
Detesto o facto de passarem horas e horas na casa de banho a colocar cremes e mais cremes, a ajeitar o cabelo com o seu gel magnifico anti-caspa uma nova formula – esta é impecável.
Fico possessa quando me roubam o caixote do lixo e não sabem onde o colocaram, entro em neura completa quando vejo meias sujas e sapatos de todas as raças espalhados na cozinha, sala, corredor e quartos. Como se não bastasse ainda têm a mísera capacidade de deixar as suas roupas interiores na casa de banho depois do seu banho – que em média demora uma década e refilam se a agua quente se escasseia por míseros segundos.
Detesto o facto de num serão de Inverno ou Verão, começarem a abrir e fechar as portas e gavetas do armário existente na cozinha, incluindo o frigorífico, á procura de nada. E como se não bastasse deixam sempre uma ou duas portas abertas o que me coloca furiosa.
Fico cega de raiva, quando por minutos estamos a falar e começam a ressonar. Saio do meu ser se estou a chamar a atenção da pessoa de algo que fez – que para mim é grave – e faz ouvidos de marcador, “entra a cem sai a duzentos”. Apetece-me quebrar-lhe a cabeça.
Detesto quando se assoam no banho, ou quando falam disso durante a refeição.
Detesto quando chegam todos sujos e molhados a casa, depois de terem ido passear o cão ou de jogar futebol – quando já tenho o banho tomado – e resolvem dar aquele maravilhoso abraço suado.
Detesto acordar com a televisão ou rádio a altos berros ao fim de semana quando sei que tenho tempo de dormir mais um pouco.
Detesto, odeio, não aguento estas situações põe-me fora de mim, fico possessa, com cólera, e então quando isto acontece sucessivamente e tudo ao mesmo tempo só me apetece matar a pessoa, por incrível que parece estas situação aplicam-se em regra a seres do sexo masculino, não queria ser feminista ou preconceituosa, mas estas situações obrigam o meu ser a proteger-se deste facto linhageiro e hereditário do sexo masculino.
Odeio.
Odeio quando não baixam a tampa da sanita, odeio quando saem da casa de banho sem lavar as mãos.
Detesto o facto de passarem horas e horas na casa de banho a colocar cremes e mais cremes, a ajeitar o cabelo com o seu gel magnifico anti-caspa uma nova formula – esta é impecável.
Fico possessa quando me roubam o caixote do lixo e não sabem onde o colocaram, entro em neura completa quando vejo meias sujas e sapatos de todas as raças espalhados na cozinha, sala, corredor e quartos. Como se não bastasse ainda têm a mísera capacidade de deixar as suas roupas interiores na casa de banho depois do seu banho – que em média demora uma década e refilam se a agua quente se escasseia por míseros segundos.
Detesto o facto de num serão de Inverno ou Verão, começarem a abrir e fechar as portas e gavetas do armário existente na cozinha, incluindo o frigorífico, á procura de nada. E como se não bastasse deixam sempre uma ou duas portas abertas o que me coloca furiosa.
Fico cega de raiva, quando por minutos estamos a falar e começam a ressonar. Saio do meu ser se estou a chamar a atenção da pessoa de algo que fez – que para mim é grave – e faz ouvidos de marcador, “entra a cem sai a duzentos”. Apetece-me quebrar-lhe a cabeça.
Detesto quando se assoam no banho, ou quando falam disso durante a refeição.
Detesto quando chegam todos sujos e molhados a casa, depois de terem ido passear o cão ou de jogar futebol – quando já tenho o banho tomado – e resolvem dar aquele maravilhoso abraço suado.
Detesto acordar com a televisão ou rádio a altos berros ao fim de semana quando sei que tenho tempo de dormir mais um pouco.
Detesto, odeio, não aguento estas situações põe-me fora de mim, fico possessa, com cólera, e então quando isto acontece sucessivamente e tudo ao mesmo tempo só me apetece matar a pessoa, por incrível que parece estas situação aplicam-se em regra a seres do sexo masculino, não queria ser feminista ou preconceituosa, mas estas situações obrigam o meu ser a proteger-se deste facto linhageiro e hereditário do sexo masculino.
26.6.06
Noite…
Numa noite escura espero por ti. Entre as nuvens que trazem as chuvas de um Verão tropical, vejo o breu cerrado, não existem estrelas. Vejo luzes cintilantes, ao longe aquela cidade dos sonhos, da paixão imortal, dos estudantes e dos historiadores, parece plasticina, fácil de moldar. Perto as luzes intermitentes de ambulâncias que passam, o som das suas sirenes ecoa no vazio que a noite trás. Aquele silêncio eterno que acalma corações, estremece outros e apazigua o meu… uma noite bela de nostalgia, mais uma no meio de tantas passadas ao redor de uma lareira acesa durante o Inverno rigoroso. A única coisa que se ouve é o crepitar da lenha, sente-se no ar o cheiro de alguém… mas quem? A morte… talvez a vida… o desfiladeiro avizinha-se na grande cidade, existem vozes, risos penosos, tristes, contentes dilúvios de prazer… é um simples funeral que se avista lá á frente, o carro fúnebre no topo da procissão de pessoas penosas. Assim é a vida e a morte, a minha vida, a tua morte, a minha morte e a nossa vida. Se o que sonhasse fosse real talvez em teu olhar existisse o perdão e o amor, mas o teu olhar é negro como o meu.
22.6.06
Ai! Como eu era feliz…
Tudo acontece quando menos esperamos, tudo tem uma forma de aparecer na nossa vida feito um sonho…
O pior mesmo é quando temos alguma coisa ao alcance das nossas mãos e quando nos aproximamos mais um pouco, … perdemos isso que tanto queremos. Outra coisa é o facto do tempo, este tempo maldito, que não passa, que nos apavora, que foge a toda a hora, tempo malvado que só passa quando não queremos, que não passa quando queremos…
Tempo, tempo, relógio tudo está sincronizado na base da porcaria de um calendário, de um relógio, de uma droga de datas, para quê? Era bem mais fácil se fossemos como os indígenas descritos no “Papalagui”. Que não precisavam do tempo para nada, aquilo que lhes apetecia fazer era aquilo que faziam naquele momento e tenho a dizer que éramos muito mais felizes se também não ligássemos ao tempo, ás horas, ao calendário, ás luas, aos meses.
O pior mesmo é quando temos alguma coisa ao alcance das nossas mãos e quando nos aproximamos mais um pouco, … perdemos isso que tanto queremos. Outra coisa é o facto do tempo, este tempo maldito, que não passa, que nos apavora, que foge a toda a hora, tempo malvado que só passa quando não queremos, que não passa quando queremos…
Tempo, tempo, relógio tudo está sincronizado na base da porcaria de um calendário, de um relógio, de uma droga de datas, para quê? Era bem mais fácil se fossemos como os indígenas descritos no “Papalagui”. Que não precisavam do tempo para nada, aquilo que lhes apetecia fazer era aquilo que faziam naquele momento e tenho a dizer que éramos muito mais felizes se também não ligássemos ao tempo, ás horas, ao calendário, ás luas, aos meses.
20.6.06
Cansaço…
Depois de um dia cansativo, a vontade inalcançável de esticar as costas na cama macia…
Tantos trabalhos, tantas folhas desorientadas em cima da mesa de estudo, tantos textos espalhados pelo chão, tanto esforço, tantas horas passadas em frente a um portátil, que sem sabermos porquê resolveu parar na altura mais errada, aquela altura em que acabamos de escrever o texto, estamos prestes a guardar e a mer...do computador resolveu ir abaixo sem dizer porquê, nem para quê? Apetece jogá-lo ao ar e depois mandar tudo o que está á nossa frente dar um volta…
Não apetece ver ninguém e só de imaginar que amanhã vai ser um dia longo a escrever aquilo que acabamos de fazer hoje só dá vontade de desistir...
Mas como um professor meu costumava dizer “não podemos desistir”, já que a sorte nos virou a costas (aproveitamos e apalpamos-lhe o cu) por momentos temos que pensar que amanhã o dia trás uma nossa bem-aventurança e com ela a sorte volta.
Só queria um banho quente, um abraço, umas frases de aconchego e um pouco de tempo para mim.
Para ver quem sou de onde venho e para onde vou…
Cansaço estranho este, que trago no peito, avassalador, incompreensível, cansaço de quem já amou, ou ama, de quem já sonhou, ou sonha, cansaço de quem tem olheiras de noites e noites passadas a ler textos e tentar percebe-los, alguém entende isto?
Ai…. Esta vida podia ser diferente… menos amargura…mais aventura…
Tantos trabalhos, tantas folhas desorientadas em cima da mesa de estudo, tantos textos espalhados pelo chão, tanto esforço, tantas horas passadas em frente a um portátil, que sem sabermos porquê resolveu parar na altura mais errada, aquela altura em que acabamos de escrever o texto, estamos prestes a guardar e a mer...do computador resolveu ir abaixo sem dizer porquê, nem para quê? Apetece jogá-lo ao ar e depois mandar tudo o que está á nossa frente dar um volta…
Não apetece ver ninguém e só de imaginar que amanhã vai ser um dia longo a escrever aquilo que acabamos de fazer hoje só dá vontade de desistir...
Mas como um professor meu costumava dizer “não podemos desistir”, já que a sorte nos virou a costas (aproveitamos e apalpamos-lhe o cu) por momentos temos que pensar que amanhã o dia trás uma nossa bem-aventurança e com ela a sorte volta.
Só queria um banho quente, um abraço, umas frases de aconchego e um pouco de tempo para mim.
Para ver quem sou de onde venho e para onde vou…
Cansaço estranho este, que trago no peito, avassalador, incompreensível, cansaço de quem já amou, ou ama, de quem já sonhou, ou sonha, cansaço de quem tem olheiras de noites e noites passadas a ler textos e tentar percebe-los, alguém entende isto?
Ai…. Esta vida podia ser diferente… menos amargura…mais aventura…
18.6.06
Estudar e estudar…
Estudar para quê e porquê? Para quem?
Ninguém sabe, ninguém responde, ninguém lê, ninguém estuda, …
Decorar frases de pessoas importantes, decorar palavras estranhas ao nosso simplório vocabulário de camponês nortenho…
Estudar para quê?
Para um dia ser grande, ou para morrer no desgosto de ainda não saber tudo…
Triste desventura, esta de estudante mal amado. Não apetece estudar com o sol na janela, a brisa marítima a deslizar nos cabelos molhados do banho matinal, brilho nos olhos, como alguém que se vê pela primeira vez ao espelho e gosta da figura simples que vê, força de viver nas mãos nada calejadas, paz no peito e o que falta?
Calma e coragem para estudar, para saber coisas que não são interessante, que não dão alegria aos corações mal amados, estudar porque é essa a minha profissão… todos dizem mal da sua…
Eu não sou excepção. É tudo muito maravilhoso até ao ponto dos trabalhos e dos exames. Ai! Não tenho tempo nem para pensar em ti, nem para amar alguém por mais perto que esteja de mim. Não vejo nada a não ser papeis, textos, apontamentos com uma letra quase ilegível. Paz quando me deito por fim de tantas horas na escuridão da noite a fazer um esforço para ler mais este e aquele texto, aquele apontamento, e esta folha que é importante… Ai! Que desventura a minha!
Ninguém sabe, ninguém responde, ninguém lê, ninguém estuda, …
Decorar frases de pessoas importantes, decorar palavras estranhas ao nosso simplório vocabulário de camponês nortenho…
Estudar para quê?
Para um dia ser grande, ou para morrer no desgosto de ainda não saber tudo…
Triste desventura, esta de estudante mal amado. Não apetece estudar com o sol na janela, a brisa marítima a deslizar nos cabelos molhados do banho matinal, brilho nos olhos, como alguém que se vê pela primeira vez ao espelho e gosta da figura simples que vê, força de viver nas mãos nada calejadas, paz no peito e o que falta?
Calma e coragem para estudar, para saber coisas que não são interessante, que não dão alegria aos corações mal amados, estudar porque é essa a minha profissão… todos dizem mal da sua…
Eu não sou excepção. É tudo muito maravilhoso até ao ponto dos trabalhos e dos exames. Ai! Não tenho tempo nem para pensar em ti, nem para amar alguém por mais perto que esteja de mim. Não vejo nada a não ser papeis, textos, apontamentos com uma letra quase ilegível. Paz quando me deito por fim de tantas horas na escuridão da noite a fazer um esforço para ler mais este e aquele texto, aquele apontamento, e esta folha que é importante… Ai! Que desventura a minha!
6.5.06
Cheguei a casa…
No final da noite… cheguei a casa... as luzes da cidade eram diferentes, tinham o som dos risos cínicos que se riem de quem passa, estavam esvanecidas, como as lágrimas que corriam em meus olhos. Sofro agora porque sei que nunca foste ou serás simplesmente meu…
De pés cansados, cabeça baixa, olhos negros e paz na alma, vejo teu olhar distante, tão distante que só consigo imagina-lo… só queria ver-te é pedir-te muito…
Agora não sei o que faço ou devo fazer…
Simplesmente sei que estou a sofrer por quem já foi…
De pés cansados, cabeça baixa, olhos negros e paz na alma, vejo teu olhar distante, tão distante que só consigo imagina-lo… só queria ver-te é pedir-te muito…
Agora não sei o que faço ou devo fazer…
Simplesmente sei que estou a sofrer por quem já foi…
5.5.06
Simplesmente
Depois do frio que passou no coração já gélido de tanto ódio que sentia, ficou o sentimento de pura e simples solidão. Essa solidão que não tem nome nem identidade, essa solidão que fere por onde passa, esse sentimento de simplesmente só.
Não existe o outro eu, não existe o próprio, não existe ninguém, somente um ser deflagrante ao de cima da terra sedenta de sangue e tortura…
Triste desventura, foi o que pensaram, paixão talvez de quem amaram sem medida, com loucura e com prazer.
Um dia talvez seja isso o fim…
Não existe o outro eu, não existe o próprio, não existe ninguém, somente um ser deflagrante ao de cima da terra sedenta de sangue e tortura…
Triste desventura, foi o que pensaram, paixão talvez de quem amaram sem medida, com loucura e com prazer.
Um dia talvez seja isso o fim…
25.4.06
Penso em ti…
Penso em ti e as horas passam. Passo aqui o tempo, a pensar em ti. O vento passa, mesmo devagar, afasta-me da cara a luz que me faz ver… Sem ti, não, não sei se sou alguém… Ficou tudo aquém, naquele castelo de muralhas fechadas, vejo o teu olhar encher-se de lágrimas e uma gota a escorregar na tua face morena do sol do verão passado. Olho-te em vão, sem saber porquê. Penso em ti. Porquê?
Oi!
Mais um dia se passou…
Cá estou eu, para mais um dia difícil. Com sol na janela, brisa no cabelo molhado do banho matinal, sorriso forçado nos lábios porque não estou em casa…
Foi uma noite diferente, interessante, um pouco cansativa – os meus pés estão feitos num oito – conheci pessoas, voltei a ver outras… Mas agora é um novo dia…
Cá estou eu, para mais um dia difícil. Com sol na janela, brisa no cabelo molhado do banho matinal, sorriso forçado nos lábios porque não estou em casa…
Foi uma noite diferente, interessante, um pouco cansativa – os meus pés estão feitos num oito – conheci pessoas, voltei a ver outras… Mas agora é um novo dia…
19.4.06
Ao amanhecer…
Acordei cedo…
Só para sentir o perfume da maresia no ar, e aquele alegre cantar dos passarinhos ao acordar, o som da aldeia continua belo.
Estou de volta á cidade, sinto dor no peito… Este resto de semana que se avizinha vai ser complicado, tormentoso mesmo, olho o relógio a bater tic-tac, o coração bate apressado…
Olho mais uma vez atentamente e reparo – são 9h55 – está na altura de erguer a cabeça, levantar este cu pesado da cadeira, olhar de frente este mundo e sair de casa.
Esta semana tenho sempre que acordar cedo, tenho algo destinado a fazer, algo com o qual me comprometi.
Tenho o mundo para abraçar, a felicidade para encontrar, em busca de um novo olhar… vou lutar de cabeça erguida bem no alto, por algo que acredito e que mais cedo ou mais tarde irá se tornar real.
Só para sentir o perfume da maresia no ar, e aquele alegre cantar dos passarinhos ao acordar, o som da aldeia continua belo.
Estou de volta á cidade, sinto dor no peito… Este resto de semana que se avizinha vai ser complicado, tormentoso mesmo, olho o relógio a bater tic-tac, o coração bate apressado…
Olho mais uma vez atentamente e reparo – são 9h55 – está na altura de erguer a cabeça, levantar este cu pesado da cadeira, olhar de frente este mundo e sair de casa.
Esta semana tenho sempre que acordar cedo, tenho algo destinado a fazer, algo com o qual me comprometi.
Tenho o mundo para abraçar, a felicidade para encontrar, em busca de um novo olhar… vou lutar de cabeça erguida bem no alto, por algo que acredito e que mais cedo ou mais tarde irá se tornar real.
12.4.06
Porquê?
Porque é que tenho que sofrer sempre pelo mesmo motivo?
Por aquele motivo de que sou culpada e não sei qual é, isto sim, é, o que mais odeio, ser culpada e não saber de quê.
Mas enfim, é sempre isto que acontece, por mais que queira fugir e esconder-me este vício, esta droga, esta merda persegue-me, enfadonha vida de merda. Que não vale nada. Droga de vida, diriam muitos. Porcaria de tese, diriam outros. Esta vida assim não vale…
Nunca pensei que depois de tantos anos continua-se a ser culpada de algo que não sei, continua-se a sofrer sem saber, continua-se a ter sempre as mesmas desculpas que ninguém acredita, mas que são o mais humildes e sinceras possíveis.
Por aquele motivo de que sou culpada e não sei qual é, isto sim, é, o que mais odeio, ser culpada e não saber de quê.
Mas enfim, é sempre isto que acontece, por mais que queira fugir e esconder-me este vício, esta droga, esta merda persegue-me, enfadonha vida de merda. Que não vale nada. Droga de vida, diriam muitos. Porcaria de tese, diriam outros. Esta vida assim não vale…
Nunca pensei que depois de tantos anos continua-se a ser culpada de algo que não sei, continua-se a sofrer sem saber, continua-se a ter sempre as mesmas desculpas que ninguém acredita, mas que são o mais humildes e sinceras possíveis.
23.3.06
Pelo menos algo que me faz sorrir…
Ao ver as fotografias tiradas numa noite, na cidade de Coimbra, desponta-se um sorriso nos meus lábios. Recordo-me de uma noite que começou mal e acabou bem. Vejo as fotos… nelas sou uma pessoa diferente… sou uma pessoa que tem sonhos e objectivos, que dentro dela existe uma paz imensa, que é feliz por momentos, que relembra tempos bem passados, jogos de futebol aos gritos, em puro delírio, tardes de riso espontâneo, jogos de prazer nas tardes frias de um Inverno rigoroso, paz, amor… isso era o que me rodeava, e nesse tempo era feliz. Nesta noite também fui feliz por um pequeno instante, pois estava rodeada de amigos, tinha sonhos e confiava em ti…
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